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O que são microsserviços

Arquitetura de Software em Microsserviços é uma abordagem diferenciada em relação ao desenvolvimento e implantação de aplicações. Em uma abordagem tradicional, todas as funções da aplicação estão escritas em um único código, do início ao fim, chamado de monolito. Isso gera uma série de dificuldades durante o ciclo da aplicação (desenvolvimento, produção, implantação e atualizações).

Uma das maiores dificuldades no desenvolvimento de um monolito é a detecção de erros. Já que toda a equipe trabalha com um único código-fonte, em que estão escritas todas as funções da aplicação, é difícil saber em que parte da aplicação está o problema. Além disso, o teste da aplicação precisa ser feito na etapa posterior ao desenvolvimento, o que leva a detecção e correção dos erros a ser um processo lento. O fato de que é preciso escolher uma única linguagem de programação, que talvez não seja de domínio de todos e não seja a mais eficiente para resolver diferentes desafios, também é um problema.

A arquitetura de microsserviços oferece uma solução para esses desafios e traz agilidade e autonomia para a equipe. Ela diz respeito à divisão da aplicação em partes menores, tratando cada função como um serviço independente e descentralizado. Isso quer dizer que cada microsserviço pode ser modificado e atualizado sem que isso interfira no funcionamento das outras funções. Essa característica é importante não só para o isolamento de erros (em uma abordagem tradicional, qualquer problema em uma parte da aplicação afeta o todo), mas também para inovação, já que promove a independência e especialização dos times responsáveis por cada microsserviço.

Essa abordagem, no entanto, introduz complexidade à arquitetura e operação da aplicação. Isso porque, em um modelo tradicional, a interação entre as funções da aplicação se dá dentro do código-fonte, enquanto na arquitetura de microsserviços essas interações acontecem através de protocolos de comunicação. Além disso, ao usar essa arquitetura, é preciso gerenciar dezenas ou centenas de serviços, ao invés de um, o que levanta questões quanto ao provisionamento de recursos e monitoramento, por exemplo.

Esses desafios podem ser solucionados com alguns dos recursos oferecidos pela nuvem, o que a torna o melhor ambiente para implementar microsserviços. Nela, os serviços oferecidos são gerenciados pelo provedor, o que simplifica o provisionamento, instalação e configuração da infraestrutura. Além disso, é possível descrever a infraestrutura como código, o que facilita o seu provisionamento e manutenção. Outra forma de se reduzir a complexidade da arquitetura de microsserviços é usar o modelo de infraestrutura serverless. Nele, as funções da aplicação são acionadas por eventos e estão sempre disponíveis, sem que seja necessário gerenciar a infraestrutura que as mantém.

Abaixo, alguns dos benefícios da arquitetura de microsserviços.

Benefícios
Escalabilidade

Para escalar uma aplicação desenvolvida de acordo com uma abordagem tradicional, é necessário replicar toda a aplicação em novos servidores, o que torna o processo mais lento e menos eficiente, já que nem todas as funções precisam ser escaladas. Na abordagem de microsserviços, escala-se somente a função requisitada, o que torna o processo mais rápido e com menos recursos utilizados.

Flexibilidade

Diferentemente da abordagem tradicional, em que toda a aplicação é programada em uma única linguagem, microsserviços são mais flexíveis. Cada serviço é independente e pode ser codificado em uma linguagem diferente, o que traz mais flexibilidade para a equipe de desenvolvimento. Isso se estende também ao sistema operacional e ferramentas utilizadas.

Agilidade

A arquitetura de microsserviços encoraja a especialização dos times responsáveis por cada microsserviço, que assumem a responsabilidade pelo seu desenvolvimento e operação. Essa independência acelera o desenvolvimento e implementação de melhorias.

Disponibilidade

Como cada microsserviço desempenha uma função específica na aplicação, é mais fácil detectar e isolar erros. Além disso, ao contrário da abordagem tradicional, um problema em determinado microsserviço não implica na indisponibilidade de toda a aplicação.

Aplicações

A arquitetura de microsserviços é popular entre os que adotam o DevOps, um conjunto de práticas e ferramentas que agiliza o desenvolvimento de softwares, principalmente no que se refere à prática de entrega contínua.

Os microsserviços são funções específicas de uma aplicação e encorajam a especialização dos times, com as atualizações feitas de forma autônoma e com melhorias pontuais. Isso gera um fluxo de atualizações frequentes, o que torna os negócios que implementam essas práticas mais competitivos.

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