fbpx
3 diferenças entre Armazenamento e Backup na Nuvem

Armazenamento e Backup na nuvem são frequentemente tratados como sinônimos, o que causa confusões na hora de contratar serviços e no diagnóstico das necessidades da empresa. Pensando nisso, listamos as três principais diferenças entre os serviços.

1. Armazenamento e Backup na nuvem servem a diferentes necessidades

O objetivo do armazenamento na nuvem é a possibilidade de acessar e editar arquivos de qualquer lugar, bastando ter um dispositivo conectado à Internet. É exatamente isso que softwares como Dropbox e Google Drive oferecem: você escolhe os arquivos que deseja armazenar e faz o upload ou os transfere para a pasta sincronizada com a nuvem no seu dispositivo.

Essas aplicações são Softwares como um Serviço (SaaS), mas é possível também optar por usar uma solução de Infraestrutura como um Serviço (IaaS). Assim, você pode contratar o armazenamento dos seus arquivos diretamente com um provedor de computação em nuvem, como a AWS, Azure ou Google Cloud Platform. No entanto, ao fazer isso, você abre mão da interface que aplicações SaaS oferecem e passa a precisar tomar decisões a nível de infraestrutura.

O Backup na nuvem, por outro lado, é uma solução que serve para manter o funcionamento da empresa mesmo em situações de desastres. O propósito do Backup inclui a recuperação de dados em caso de perda, seja por exclusão ou corrupção dessas informações, e a recuperação de versões anteriores desses dados. Assim, todos os arquivos são automaticamente carregados em servidores remotos através de um software local. Dessa forma, é possível minimizar danos aos negócios.

Como os objetivos dessas soluções são diferentes, a complexidade dos processos que as envolvem também divergem.

2. Backup e armazenamento funcionam de formas distintas

Se você armazena os seus arquivos através de uma aplicação como o Dropbox ou direto em um servidor na nuvem, o processo é o mesmo: basta fazer o upload dos arquivos. Já o Backup envolve um processo complexo que captura, compacta, criptografa e envia os dados para o servidor, seguindo especificações de tempo associadas à criticidade das informações para manutenção dos negócios.

Além disso, é preciso testar o processo de restauração, as ferramentas utilizadas e as cópias dos dados, para ter certeza de que elas são restauráveis e estão de acordo com os objetivos de tempo definidos, chamados de Recovery Point Objective (RPO) e Recovery Time Objective (RTO). O primeiro diz respeito à idade em que os arquivos precisam ser recuperados: digamos que, por exemplo, um arquivo de uma organização é alterado a cada dois minutos, o ideal é que, caso esse arquivo seja excluído ou corrompido por alguma razão, a sua última versão, com a “idade” de dois minutos, seja restaurada. Dois minutos é o ponto de restauração desse arquivo, todas as outras cópias com idade superior a essa serão ignoradas no processo. Dessa forma, os RPOs de cada arquivo também definem a frequência com a qual as suas cópias são feitas.

Já o Recovery Time Objective (RTO) se refere ao tempo em que um elemento do sistema pode ficar fora do ar depois de uma falha ou desastre. O cálculo desse tempo está diretamente relacionado ao seu impacto no funcionamento e na receita da organização.

Essas e outras definições do Plano de Recuperação de Desastre (DRP) precisam ser consideradas durante a implementação do Backup.

3. As duas soluções oferecem níveis diferentes de segurança para os dados

Os arquivos armazenados na nuvem através de aplicações SaaS são criptografados pelo provedor. Assim, os dados de cada usuário possuem uma chave de encriptação específica, que é usada pelo servidor para ler informações e indexá-las na barra de pesquisa e para decodificar os arquivos quando o usuário faz um login com senha. Essa abordagem é conveniente, já que o usuário não precisa decodificar os arquivos ele mesmo, mas é menos segura.

Outra opção é optar por softwares de armazenamento na nuvem que permitam que os usuários guardem as suas chaves de encriptação. Isso desabilita funções como a busca de arquivos, mas garante mais segurança. Um dos problemas dessa abordagem é que a codificação é irreversível se a chave for perdida. Em serviços de armazenamento IaaS, por outro lado, o usuário é responsável pela segurança dos seus dados, seguindo o modelo de responsabilidade compartilhada.

No Backup, a criptografia é uma das etapas executadas pelo software responsável por compactar e enviar os dados para servidores remotos. Muitos softwares de Backup, por exemplo, notificam os seus clientes quando a chave de encriptação é alterada.

Esse é um diferencial significativo porque, em casos de ataques como o ransomware (em que os dados são capturados e criptografados por hackers que exigem resgate), o cliente tem um tempo de resposta menor para identificar o ataque e restaurar o sistema antes que o impacto na organização seja maior.

Entre em Contato

Se quiser saber um pouco mais sobre armazenamento e backup na nuvem, entre em contato conosco e converse com os nossos especialistas.